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AF-KLM: o ineditismo por trás da escolha de Fortaleza

Foram seis meses de estudos de viabilização e contatos com destinos até o decreto de que Fortaleza será o novo hub brasileiro do grupo Air France-KLM. Operantes em São Paulo e Rio de Janeiro, as companhias aéreas chegam à capital cearense, a partir de maio de 2018, em busca de conectividade com o nordeste e norte. O anúncio, feito nesta segunda-feira, foi envolto em ineditismo e fatos que prometem colocar a região em um novo patamar na aviação nacional.

Unidas desde 2004, por muitas vezes Air France e KLM trabalharam os mesmos destinos em seus respectivos mercados. O diretor geral do grupo para a América do Sul, Jean-Marc Pouchol, explica que os inícios das operações são feitos em momentos diferentes, por pura precaução econômica.

Dessa vez, no entanto, para as ligações entre Fortaleza-Amsterdã (operado pela KLM) e Fortaleza-Paris (pela Joon, nova subsidiária da AF) foi diferente. “Esta é a primeira vez na história do grupo que lançamos um destino juntas, a Air France e a KLM”, conta. “Começaremos desde o primeiro dia com as duas companhias operando o destino. Isso mostra a importância do mercado brasileiro para o grupo.”

A Gol está intimamente ligada à novidade – e isso também é inédito. Pouchol relata que “é a primeira vez para o grupo que o início de uma rota é feito em conjunto total com um parceiro como é a Gol”. Tanto é que a aérea brasileira promete expandir em 35% a malha para Fortaleza, aumentando frequências, por exemplo, para as vizinhas Belém, Manaus, Recife e Salvador, e retomando rotas, como a Natal-Fortaleza.

“O momento marca uma “versão 2.0” dessa parceria entre Gol e Air France-KLM, nós viemos prontos para entrar em uma nova fase dessa parceria”, afirma o presidente da Gol, Paulo Kakinoff. O dirigente também exalta as qualidades de Fortaleza como hub para a Europa.

Cerca de nove horas separam Fortaleza dos dois destinos europeus. Com estudos de viabilidade operacional e uma relação próxima com a Fraport, concessionária que gerencia o Aeroporto Internacional Pinto Martins, a operação promete ter “a menor conexão de doméstico para internacional do mercado nacional”, nas palavras de Kakinoff, que prevê que os tempos de conexão girem em torno de uma hora.

“Esse será um dos hubs mais atraentes em elapse time, entre os mais curtos períodos de conexão em mercados relevantes”, continua. “Será um hub atraente até mesmo para os paulistas”, defende, sobre a possível rota Congonhas-Fortaleza-Paris, levando em conta o atual deslocamento dentro de São Paulo em voos saindo de Guarulhos.

Fonte: PANROTAS

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