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Associação de gestores de viagens traz força à profissão

Associar-se ou não, eis a questão. Atualmente percebe-se um movimento cada vez maior no mercado, com uma série de grupos e associações voltadas aos gestores de viagens e eventos corporativos, sejam elas regionais ou nacionais, surgindo, compreendendo profissionais de todo o Brasil, como a Alagev e GBTA Brasil, por exemplo.

Quais benefícios isso traz ao travel manager? Por que ele deve se juntar a um grupo? Quais são as principais dificuldades encontradas neste processo? A resposta é: gestores associados ficam mais fortes, além de haver um compartilhamento de ideias quando se está em um grupo.

“A força dilui com o travel manager segregado. Em grupo, é possível trocar uma série de experiências, conhecimentos e fazer networking. Outra vantagem é a possibilidade de poder negociar passagens, fazer compra conjunta, trazer players importantes do mercado para fazermos parceria. Juntos, conseguimos realizar mais mudanças”, afirma o coordenador de Projetos Matriz da Caixa, Luís Barros, e presidente do GVCDF – Gestores de Viagens Corporativas do Distrito Federal.

Sua intenção, inclusive, ao criar o grupo, era trazer mais visibilidade para Brasília. A cidade tem uma característica diferente, que é a grande massa dos gestores serem de setores públicos. “Nossa necessidade foi trazer fornecedores para entenderem nosso mercado, já que somos diferentes dos privados”.

Os integrantes fazem parte do Governo Federal, de ministérios públicos, Presidência da República, entre outros, e possuem algumas restrições, como não poder comprar passagem de qualquer companhia aérea e não utilizar agência, fazendo compra direta. Tudo isso precisa ser levado em consideração para o melhor funcionamento possível da associação.

“Antes de estar associada, eu sentia insegurança na hora de contratar novos serviços. Hoje, com o grupo, trocamos experiências e indicamos fornecedores. Por isso, nossos contatos passaram a ser mais assertivos e focados, nos ajudando a otimizar o tempo”, conta a integrante do GVRS – Gestores de Viagens do Rio Grande do Sul, Emanuelle Pasa.

O grupo no Sul foi oficializado em novembro de 2017 e se reúne bimestralmente para debater questões pertinentes ao setor. Começar a associação do zero foi um grande desafio, pois foi necessário identificar as necessidades dos participantes e atender a expectativa de todos. O GVRS é, inclusive, quase inteiramente colaborativo, contando com a participação de todos os membros.

O que o gestor deve ter em mente ao se juntar a uma associação é que deve haver dedicação, comprometimento e engajamento. Por terem uma rotina de trabalho, repleta de compromissos e reuniões, é preciso vencer o desafio de encaixar as agendas.

“Se associar exige tempo, mas as vantagens são incontáveis. Networking, facilidade no benchmarking, fortalecimento da profissão, facilidade para montar cursos e ter acesso a informações de workshop, por exemplo. Antes, eu sentia um certo desemparo, hoje me sinto segura na tomada de decisões. Acho que é o principal motivador para os travel managers participarem”, conclui Emanuelle.

Fonte: Beatrice Teizen – PANROTAS

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