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Balanço: incertezas políticas e desastres naturais afetaram mercado de viagens corporativas

De restrições de viagens nos Estados Unidos, Brexit, epidemias e furacões, o ano de 2017 exigiu dos viajantes a negócios que se adaptassem e mudassem de curso, algumas vezes sem nenhum aviso prévio ou preparação. Ao mesmo tempo, o crescimento econômico global vem mostrando melhoras, levando empresas a contratarem funcionários e encorajá-los a viajarem.

Com o intuito de informar como o mercado está se comportando diante desses cenários, o site Skift conversou com diversos executivos do setor de viagens corporativas – de TMCs, provedores de tecnologia, empresas, entre outros. Eles contaram o que afetou seus negócios e quais foram os principais avanços na indústria neste ano que está quase chegando ao fim.

UM ANO DE SURPRESAS
Desastres naturais são esperados todos os anos, mas, para muitos dos entrevistados, a passagem dos fortes furacões no Atlântico foi um dos maiores choques de 2017. A região registrou um número de 17, que, juntos, causaram estragos de mais de US$ 188 bilhões.

Gestores de viagens também precisaram lidar com um surto de praga em Madagascar que causou a morte de mais de 200 pessoas no país de agosto a novembro. “Com estes incidentes foi possível notar uma certa fraqueza na preparação das empresas. Muitas delas têm a saúde como uma das prioridades, mas têm dificuldade em encontrar maneiras de implementar seus planos globalmente”, afirma o vice-presidente sênior e diretor médico da International SOS, Myles Druckman.

As incertezas políticas também afetaram as viagens corporativas mundiais. O Brexit enfraqueceu a libra e prejudicou a confiança em negócios do Reino Unido, enquanto Donald Trump e suas decisões criaram alvoroço nos aeroportos e aumentaram a incerteza geopolítica para funcionários que viajam.

“Os inúmeros fatores de dúvida durante 2017 criaram um impacto imediato e um possível resultado negativo a longo prazo também, diferentemente de tudo que já vimos até hoje”, falou o diretor executivo e de Operações do GBTA, Michael McCormick, sobre as epidemias, problemas políticos, desastres da natureza e ataques terroristas enfrentados.

Segundo o diretor executivo do Acte, Greeley Koch, mais colaboradores no setor estão utilizando dias de férias pessoais e seus próprios recursos para participar de eventos e convenções. Como resposta, a associação está fornecendo mais webinars e opções on-line, com o objetivo de facilitar a aprendizagem das pessoas onde quer que estejam.

IMPACTO
Em termos financeiros, a incerteza causada pelas restrições de viagens e veto a laptops tiveram o maior impacto na indústria de viagens corporativas neste ano. Na semana que Trump colocou as limitações, foi estimado pelo GBTA que US$ 185 milhões foram perdidos nos Estados Unidos em reservas de viagens a trabalho.

Apesar dos desafios políticos e ambientais, muitos dos profissionais apontaram um crescimento em suas empresas. Também foi relatado um foco maior na responsabilidade das empresas em manter os viajantes seguros. “Em um ano com terrorismo global, o duty of care precisa ser a preocupação principal de qualquer empresa que envie seus funcionários a deslocamentos”, disse Gabe Rizzi, presidente da Travel Leaders Corporate.

AVANÇO DA TECNOLOGIA
Todos os participantes esperam que os avanços tecnológicos de 2017 evoluem ainda mais no ano que vem. Inteligência artificial, blockchain, formas alternativas de pagamento, entre tantas outras, já são uma realidade e um benefício aos viajantes corporativos, economizando tempo e dinheiro e proporcionando uma melhor experiência.

Aplicativos mobiles, plataformas de comunicação on-line, inteligência de dados e análise para otimizar o relacionamento com os fornecedores e comportamento dos viajantes também estão cada vez mais em alta. A crescente capacidade de usar big data para ajudar os viajantes a tomar melhores decisões, com o uso de algoritmos de machine learning, também foi vista como uma tendência pelos travel managers.

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