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Como os gestores agem para amenizar o estresse dos viajantes corporativos

Claro que viajar a trabalho tem seu lado glamuroso e as fotos publicadas nas redes sociais não negam. Porém, é nos bastidores dos cenários paradisíacos que os viajantes sentem, de fato, os problemas que a rotina intensa das viagens corporativas pode trazer.

O ritmo acelerado entre uma reunião e outra e as filas nos aeroportos acabam gerando estresse, sem contar questões que afetam a vida pessoal do viajante, como a distância da família e dos amigos. Tal fato foi comprovado por recente estudo da Association of Corporate Travel Executives (Acte), que revelou que esses viajantes estão bastante preocupados em como as políticas de viagens das empresas poderão afetar suas vidas pessoais.

Conduzida com 174 travel managers da América do Norte, Europa e Ásia-Pacífico, a pesquisa também questionou a oito compradores quais são seus maiores desafios ao gerir os viajantes corporativos. Muitos deles relataram o aumento da preocupação dos viajantes com questões relacionadas à segurança e ao equilíbrio entre vida pessoal e profissional.

Mas que meios os gestores e as empresas estão buscando para reduzir – ou ao menos tentar amenizar – os impactos negativos que as viagens corporativas podem trazer? Para o comprador de Viagens Globais da BRF, Daniel Iacomini, isso varia de acordo com a ideologia da empresa.

“Há aquelas empresas que priorizam as economias do processo de viagens, mas há as que preferem olhar também para o bem-estar do viajante. Neste segundo caso, por meio dos gestores de viagens, elas buscam tratar, em sua política, de itens que suavizam diretamente estes impactos, o que pode ser feito de diferentes formas: permitindo classe executiva em voos longos, aumentando o valor da diária de alimentação e dando espaço para escolhas mais saudáveis (que geralmente são mais caras), ou permitindo que o viajante embarque um dia antes para melhor adaptação, principalmente quando se trata de destinos mais distantes como o Oriente Médio e a Ásia, por exemplo”, conta Iacomini.

“Tais ajustes de orçamento podem tornar o processo mais caro, mas quando as companhias interpretarem a viagem corporativa como um investimento e não um custo, isso permitirá ao gestor tomar atitudes, inclusive na sua política, que amenizarão o possível lado negativo das viagens”, complementa o executivo.

Ele também acredita que a inovação e o uso de tecnologias podem ajudar, quando conciliadas a um orçamento mais modesto. “Temos que usar isso a nosso favor e direcionar os gastos de itens auxiliares a fatores que realmente façam a diferença para o viajante, como aplicativos que facilitem o processo de check-in nos hotéis, OBTs com funções nos celulares, aplicativos para transportes terrestres, entre outros”, ressalta Iacomini.

Outras táticas como permitir o bleisure ou que o funcionário leve um membro da família junto também podem amenizar os impactos negativos das viagens. “Todos os fatores que aprimoram a experiência do viajante devem ser considerados. Uma viagem corporativa não é um regime de trabalho de 24 horas. A jornada de trabalho deve ser cumprida, com suas obrigações, mas uma possibilidade de lazer ou de estar próximo à família pode inclusive melhorar o desempenho do funcionário”, ressalta ele.

Mas é claro que o viajante também está mais atento a essas questões, afinal, hoje as pessoas possuem mais acesso à informação, desde as possibilidades de voos até locais para estadia, e esse é um ponto que Iacomini considera crucial para o aumento da criticidade do viajante corporativo.

“Há também um fator extra que é a condição econômica do País: ao gerar acúmulos de funções, corte de benefícios entre outros itens, ela pode levar muitas vezes a um descontentamento do funcionário com a empresa em que trabalha, que passa a exigir contrapartidas, já que está dispondo um tempo para a empresa longe da sua família e amigos”, explica o comprador de Viagens Globais da BRF.

Fonte: PANROTAS

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