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Empresas voltam a investir em viagens e eventos corporativos

A Associação Latino Americana de Gestores de Eventos e Viagens Corporativas (Alagev) divulgou a primeira edição do estudo “Comportamento dos Gastos de Viagens e Eventos Corporativos”, idealizado e realizado pela entidade para avaliar o desempenho do setor entre os meses de janeiro e junho deste ano, além de traçar um panorama para o segundo semestre.

Feito com 10% dos associados da Alagev, o levantamento revela que os primeiros seis meses do ano superaram o mesmo período de 2017. Quando questionados sobre o comportamento dos gastos das empresas com viagens corporativas no primeiro semestre em relação ao mesmo período do ano passado, 20% dos gestores de viagens afirmam que o crescimento ficou entre 5% e 10%, enquanto 13% confirmam aumento de 5%, mesmo índice de quem revela ter superado o ano passado em mais do que 10%

Entre os demais entrevistados, 7% dizem que o mercado não oscilou; 27% relatam queda de mais de 10%; 13% estimam que o comportamento de gastos de sua empresa caiu entre 5% e 10%; e 7% dizem ter investido menos de 5%.

Em relação a eventos corporativos, a pesquisa aponta que as empresas têm voltado a investir nesse modelo também. Segundo o levantamento, 50% dos gestores de eventos afirmaram que houve alta superior a 10% em investimentos no primeiro semestre deste ano.

Já no lado dos fornecedores, 67% apontam crescimento nos primeiros seis meses do ano: 25% dos associados participantes do estudo cresceram mais do que 10% e entre 5% e 10%, enquanto 17% cresceram até 5%. Os respondentes que informaram ter havido queda no período somam 21% dos entrevistados. Desse total, 9% relatam diminuição em até 5%, 4% confirmaram baixa entre 5 e 10%, e 8% dos associados confirmam que os investimentos reduziram em mais de 10%.

“Como entidade multissetorial, nós ouvimos tanto o comprador como o fornecedor da indústria, e podemos afirmar que o ano começou bem em ambos os lados”, comenta o diretor executivo da Alagev e responsável pela condução do estudo, Eduardo Murad.

De acordo com ele, o comportamento do setor de viagens corporativas acompanha a economia. “Se há mais investimentos, há mais negócios gerados e, consequentemente, mais viagens e eventos são realizados”, destaca o executivo, lembrando que muitas empresas não enxergam viagens e eventos como um investimento, mas como uma despesa.

“Em momentos de economia recessiva é comum empresas implementarem políticas de congelamento ou redução de viagens. Na verdade, é possível fazer um gerenciamento estratégico para que a empresa continue viajando e alavancando negócios sem a necessidade de cortes. E é aí que entra o papel estratégico do gestor de viagens e eventos”, comenta Murad.

E PARA O SEGUNDO SEMESTRE?
Depois de um primeiro semestre impactado, além da instabilidade econômica, pela greve dos caminhoneiros, a expectativa é de crescimento entre os meses de julho e dezembro, mesmo considerando a influência da Copa do Mundo e das eleições no Brasil.

“Tradicionalmente, nosso mercado é mais aquecido no segundo semestre. Existe certa preocupação com as eleições que podem impactar e puxar este crescimento para baixo. No entanto, metade dos associados está otimista e prevê crescimento”, afirma o diretor executivo da Alagev.

O aumento destacado por Murad foi confirmado pelos gestores de viagens e de eventos corporativos. Do total de respondentes, 50% afirmaram que a previsão é de alta de investimento em eventos corporativos na ordem de 5% a 10%, enquanto a outra metade prevê aumento de 5%.

Entre os gestores de viagens corporativas, a expectativa de aumento do segundo semestre (em relação ao primeiro) de 2018 foi citada por 36% dos participantes: 14% esperam crescer entre 5% e 10% e 22% dos entrevistados acreditam que o crescimento será de até 5%.

Já os fornecedores estão mais otimistas: 51% acreditam nesse incremento. Desse total, 21% acreditam que o aumento será até 5%, 13% preveem alta entre 5% e 10% e 17% estão confiantes em um crescimento superior a 10%. Parte importante deste grupo preferiu não responder: 21%.

Oito por cento dos executivos de empresas fornecedoras estimam a manutenção da performance no segundo semestre. A queda é prevista apenas por 20% destes profissionais: 8% deles acreditam em baixa de até 5%, enquanto 4% esperam diminuição de mais de 10% e outros 8% entendem que os gastos serão reduzidos entre 5% e 10%.

“Em geral, o segundo semestre é mais forte, o que se explica, em geral, pelo calendário brasileiro, com férias em janeiro e carnaval em fevereiro – às vezes, em março – , além da própria organização do budget das empresas”, afirma Murad. De acordo com o executivo, neste ano não será diferente, mas acredita-se que o pico segue até setembro, antes das eleições, “o que é atípico, pois outubro sempre é um mês muito bom para nosso setor”, destaca o diretor executivo da Alagev.

Fonte: Karina Cedeño – PANROTAS

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