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Entenda as consequências de ser um viajante corporativo (e como combatê-las)

Aumento do nível de estresse e redução de condicionamento físico. Os dois fatores foram apontados em uma pesquisa revelada nesta semana como as principais consequências negativas de ser um viajante corporativo.

O relatório realizado pela On Call International, empresa de gerenciamento de riscos de viagem, resultou de um questionário feito a mil viajantes empresariais frequentes, e atribuiu ambas as consequências a alguns apontamentos descobertos na pesquisa.

Um deles revelou que 54% dos viajantes a negócios são menos propensos a se exercitar quando estão longe de casa a trabalho; outro aponta que 44% deles são mais suscetíveis a comer alimentos não saudáveis durante suas viagens do que se estivessem em casa. Ambos condicionam a uma perda da saúde e condicionamento físico do viajante.

Já o estresse mental foi abordado por 36% dos entrevistados, que acreditam que as viagens relacionadas ao trabalho os tornam mais estressados do que normalmente; o mesmo número afirmou que sofre de dificuldade para dormir durante suas viagens, aumentando a exaustão do viajante.

Ambas as consequências são, enfim, atribuídas a um fato em comum: a interrupção da rotina.

“Uma dieta não saudável e a falta de exercícios regulares podem ter consequências adversas para o bem-estar de um viajante a negócios, muitas vezes levando a problemas graves de saúde ou agravando os já existentes”, explicou o diretor de medicina da On Call International, William Siegart.

“Além disso, o estresse crônico e agudo pode causar vários problemas para um viajante corporativo, levando à deterioração de sua saúde e até a diminuição da produtividade e do desempenho do trabalho durante a viagem”, alertou ainda Siegart.

REMÉDIOS, BEBIDAS E CIGARROS
Como consequência de dias de trabalho começando mais cedo, noites mal dormidas e longas reuniões durante as viagens, outros três fatores foram apontados: 13% dos funcionários esquecem de tomar seus remédios devido à exaustão e pouco tempo livre; 16% bebem mais do que o normal e 8% são mais propensos a fumar.

DUTY OF CARE E BOAS PRÁTICAS
“As organizações têm o dever de prover programas de duty of care para garantir a saúde e a segurança de seus funcionários durante as viagens”, explicou Siegart.

Para o médico, um meio de driblar tais consequências seria explicar aos viajantes corporativos como as boas práticas podem levar a uma manutenção de sua saúde, além de melhorar os resultados de seu trabalho.

“Eu recomendaria prover workshops de saúde antes de viagens para reforçar os comportamentos recomendáveis relacionados a saúde do viajante, como se alimentar corretamente, encontrar tempo para exercícios rápidos e simples que podem ser executados em qualquer lugar, e ainda tentar identificar e gerenciar da melhor maneira suas causas de estresse mais frequentes”.

“Essas melhores práticas podem ter um impacto positivo na saúde geral a longo prazo dos viajantes”, finalizou o diretor de medicina da On Call Internacional.

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