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Febre Amarela: Medidas obrigatórias para viajar

O Ministério da Saúde está ampliando as medidas para conter a febre amarela no País*. A vacina contra a doença está disponível em quase todos os Estados pela rede pública, sendo recomendada às pessoas que residem nas regiões consideradas de risco ou que vão viajar para estes locais. O ministério aponta que no momento não existe quantidade suficiente de doses da vacina, por isso estão sendo distribuídas doses fracionadas à população.

Diversos novos países incluíram a exigência de certificado de vacinação contra a febre amarela, sendo assim, em caso de viagens já programadas, é indicado que o passageiro verifique com a sua companhia aérea se há novas exigências.

Se você já recebeu uma única dose e tem o certificado não é necessário trocar ou renovar, desde que sua certificação esteja regularizada com os dados completos da vacina (se o certificado venceu também não há problemas de acordo com a Anvisa, pois agora a OMS regulamentou que uma dose completa vale para toda a vida). Para viagens internacionais a vacina fracionada não é válida, já que ela só corresponde a um quinto da vacina e dura cerca de oito anos. Planeje sua viagem para tomar a vacina 10 dias antes de partir, se você tomou a fracionada vai ter que esperar um mês para tomar a dose única.

Para obter o certificado internacional de vacinação e profilaxia (CIVP):

É preciso que o cidadão tenha tomado a dose integral da vacina. Após a vacinação, faça um cadastro no site da Anvisa e agende o atendimento em um dos centros de orientação ao viajante (COV), será exigido um pré-cadastramento para agilizar. Para retirar a documentação leve seu cartela de vacinação, um documento original com foto e uma comprovação de desembarque eminente em um país que exija a certificação. Essa exigência foi uma maneira de restringir a emissão do certificado, frente ao aumento na procura do mesmo.

134 países estão exigindo a vacina integral, confira abaixo quais:

Afeganistão, África do Sul, Albânia, Angola, Antígua e Barbuda, Antilhas Holandesas, Arábia Saudita, Argélia, Argentina, Austrália, Bahamas, Bahrein, Bangladesh, Barbados, Belize, Benim, Bolívia, Botswana, Brunei, Burkina Faso, Burundi, Butão, Cabo Verde, Camarões, Camboja, Cazaquistão, Chade, China, Colômbia, Coreia do Norte, Costa do Marfim, Costa Rica, Cuba, Djibouti, Dominica, Egito, El Salvador, Equador, Eritreia, Etiópia, Fiji, Filipinas, Gabão, Gâmbia, Gana, Granada, Guadalupe, Guatemala, Guiana, Guiana Francesa, Guiné, Guiné Equatorial, Guiné-Bissau, Haiti, Honduras, Ilha do Natal, Ilha Norfolk, Ilhas Salomão, Índia, Indonésia, Irã, Iraque, Jamaica, Jordânia, Kiribati, Laos, Lesoto, Libéria, Líbia, Madagáscar, Malásia, Malawi, Maldivas, Mali, Malta, Martinica, Maurícia, Mauritânia, Mayotte, Moçambique, Myanmar, Namíbia, Nauru, Nepal, Nicarágua, Níger, Nigéria, Niue, Nova Caledónia, Omã, Panamá, Paquistão, Paraguai, Peru, Pitcairn, Polinésia Francesa, Quênia, Quirguistão, República Centro-Africana, República Democrática do Congo, República do Congo, Reunião, Ruanda, Samoa, Santa Helena, Santa Lúcia, São Bartolomeu, São Cristóvão e Nevis, São Martinho, São Tomé e Príncipe, São Vicente e Granadinas, Senegal, Serra Leoa, Seychelles, Singapura, Somália, Sri Lanka, Suazilândia, Sudão, Sudão do Sul, Suriname, Tailândia, Tanzânia, Timor-Leste, Togo, Trindade e Tobago, Tristão da Cunha, Uganda, Venezuela, Vietnã, Wallis e Futuna,Zâmbia, Zimbabwe.

*No Brasil, os locais de risco são as regiões de matas e rios das seguintes regiões: todos os Estados da Região Norte e Centro-Oeste, bem como parte da Região Nordeste (Estado do Maranhão, sudoeste do Piauí, oeste e extremo-sul da Bahia), Região Sudeste (Estado de Minas Gerais, oeste de São Paulo e norte do Espírito Santo) e Região Sul (oeste dos Estados do Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul).

As pessoas que moram nestas regiões, ou aqueles que irão viajar para estes locais devem tomar a vacina, caso ainda não tenham feito ou o fizeram há mais de dez anos.

Certificado internacional de Vacinação ou Profilaxia

Muito tem se falado em imunização contra a febre amarela para viajar para alguns lugares do Brasil como as regiões do Pantanal e da Amazônia. Mas para visitar alguns países como Austrália e Tailândia o viajante também precisa se vacinar contra algumas doenças. Essa vacinação deve ser comprovada pelo CIVP- Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia.

A emissão do CIVP é gratuita nos Centros de Orientação para a Saúde do Viajante da Anvisa, Agência Nacional de Vigilância Sanitária, em portos, aeroportos e regiões de fronteira. Ele também pode ser emitido em unidades do SUS credenciadas.

De acordo com o site da Anvisa, para obter o CIVP é preciso seguir algumas orientações:

· Tomar as vacinas exigidas pelo menos dez dias antes da viagem em postos de saúde do SUS ou nos serviços de vacinação privados credenciados.

· Realizar o pré-cadastro no SISPAFRA, no site www.anvisa.gov.br/viajante, clicar na opção “cadastrar novo” ou no link “cadastro”. O pré-cadastro não é obrigatório, mas agilizará o atendimento prestado para emissão do certificado.

· Comparecer ao estabelecimento que emitirá o CIVP. Os locais credenciados estão no endereço www.anvisa.gov.br/hotsite/viajantes/centros.pdf, com localização e horário de funcionamento.

· Apresentar a documentação necessária para emissão do CIVP, que são o cartão nacional de vacinação e um documento de identidade original com foto. O cartão deve estar preenchido corretamente com a data de administração, fabricante e lote da vacina, assinatura do profissional que realizou a aplicação e identificação da unidade de saúde onde ocorreu a aplicação da vacina.

· Não é necessária a presença da criança ou adolescente menor de 18 (dezoito) anos quando os pais ou responsáveis deste solicitarem a emissão do seu CIVP nos Centros de Orientação para a Saúde do Viajante.

Fonte: Marina Marcondes – PANROTAS

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