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Gestão de riscos: veja como preparar os viajantes para situações de emergência

Ter um programa específico para gerenciamento de risco de viagens corporativas surge cada vez mais como necessidade entre os gestores de viagens corporativas – o crescente número de desastres naturais e ataques terroristas nos últimos anos tem não apenas atestado isso, mas levado o assunto aos debates da indústria de viagens de negócios.

Durante palestra no Lacte 13, em São Paulo, três pilares principais foram destacados pela gerente regional de Segurança da International SOS, Débora Rocha, como essenciais para um programa ser capaz de contornar situações de emergência e, assim, proteger o viajante. O primeiro deles é o acesso à informação antes da viagem: ao saber os riscos que pode encontrar em um destino específico, o viajante pode compreendê-los melhor, se preparar para caso eles ocorram e até evitar atitudes que os coloquem mais perto desses riscos

O segundo é o aconselhamento e monitoramento durante a viagem: o gestor deve se manter atento às notícias locais para que, caso algo fora do comum aconteça, possa se comunicar rapidamente com os viajantes da região. Assim, os gerenciadores podem checar se eles estão bem, se precisam de alguma assistência, e ainda alertá-los de possíveis emergências na região.

O terceiro é a assistência em si: ter comunicação direta com suportes locais, seja de saúde ou segurança, possibilitando rápido auxílio aos viajantes em caso de contratempos.

“Informar, educar e monitorar: esses são os três principais meios de minimizar os riscos – incluindo treinamentos para viajantes que possam ser expostos a diferentes riscos. O próprio viajante, assim, pode contornar a situação ao saber como lidar com ela”, explicou Débora Rocha.

SAFETY BUTTON
A gestora de Viagens e Gastos da ITW, Cathy Sharpe, explicou que um dos meios que podem ser utilizados é o safety button (botão de segurança) no próprio celular: a empresa, ao ser notificada sobre algum ato de terrorismo ou desastre natural em uma região onde se encontram seus funcionários, envia uma mensagem direta ao celular do viajante, perguntando se ele está a salvo de qualquer que seja a emergência. A resposta em um botão agilizará a assistência caso ele esteja com algum tipo de problema, e minimizará o risco de maiores implicações, segundo Cathy.

MICE E GESTÃO DE RISCOS EM EVENTOS
A gerente sênior de Serviços Internos da Bristol-Myers Squibb, Fernanda Pollisson, focou em como o segmento Mice pode se preparar para os riscos, com a primeira dica sendo a prevenção. Visitar anteriormente o evento é essencial, além de checar se todos os sistemas de segurança do local estão em dia, como sistemas de alarme, equipe de saúde e a infraestrutura do espaço contra casualidades como incêndios, ou até atentados criminosos mais graves.

“Ter um aparato local que facilite evacuações em caso de situações de emergência é essencial. Fazer uma espécie de auditoria do local possibilita averiguar isso, analisando se tudo está em dia, seja extintores, certificado de bombeiros e de polícia sobre a segurança do espaço, e por aí vai”, finalizou Fernanda.

Fonte: Leonardo Ramos – PANROTAS

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