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Gestores têm alterado o modo de comprar hospedagem

A Associação de Executivos de Viagens Corporativas (Acte Global) realizou uma pesquisa em parceria com a HRS que revela como as práticas de compras de hotéis têm evoluído.

Intitulado “Um novo panorama no sourcing de hotéis”, o estudo revela uma tendência: mais da metade (51%) dos programas de viagens mudou sua abordagem de negociação com hotéis nos últimos três anos, com a grande maioria afirmando que economizou ao tomar uma nova direção.

Pressionados por diversos fatores que incluem o aumento das tarifas de hotéis, a fragmentação do mercado hoteleiro e o tempo necessário para as negociações, 48% dos gestores de viagens que fizeram alguma mudança decidiram terceirizar parte ou todas as aquisições de hotel para um provedor global de hospedagem ou para um especialista.

A pesquisa ainda revela muitas outras tendências que apontam para uma mudança no modo como as empresas – especialmente as maiores, com programas multinacionais – negociam com fornecedores de hotéis. Confira a seguir quais são elas:

Empresas que trabalham com um provedor global de hospedagem ou com uma consultoria relataram economia anual de 7% ao ano, enquanto as que trabalham com uma empresa de gerenciamento de viagens (TMC) relataram uma economia de 4% ao ano.

Aproximadamente um em cada dez programas (11%) relatou a implementação de “sourcing contínuo”, uma prática relativamente nova que faz o sourcing de hotéis por todo o ano, diferente da prática comum, realizada apenas durante o processo de RFP, o request for proposal, normalmente ao final de cada ano. Essas empresas relataram mudanças positivas, inclusive uma melhora no compliance, satisfação dos viajantes, economia financeira e maior flexibilidade de portfólio.

Uma das principais barreiras à adoção do sourcing contínuo é a falta de familiaridade com o assunto: 42% dos gestores de viagens que não implementaram esta funcionalidade não estão familiarizados com ela. Cerca de um terço (31%) menciona a falta de tempo ou de recursos.

Um quinto dos executivos responsáveis por viagens relatou que não são informados das mudanças nos negócios que poderiam afetar seus programas de hotéis – por exemplo, a necessidade de crescimento em um novo mercado geográfico – a menos que ocorram durante a época de RFP. Isso sugere que, para os demais executivos que fazem o monitoramento ao longo do ano, o sourcing contínuo pode ajudar em uma tomada de ação mais rápida frente às alterações nos negócios.

“Vivemos em uma era com sobrecarga de informação e rupturas constantes, e não agir rapidamente frente ao desenvolvimento do mercado pode sair caro para os gestores de viagens, tanto em termos financeiros quanto de satisfação do viajante”, afirma o diretor executivo da Acte, Greeley Koch.

Fonte: Karina Cedeño – PANROTAS

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