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Learning trips dão nova cara às viagens de incentivo

As viagens de incentivo estão deixando de ser apenas um embrulho de presente bonito para se tornarem um conteúdo interessante nas mãos de quem as recebe. Aulas de culinária, vivências com moradores locais, aprendizado junto a empresas estrangeiras que atuam na mesma área dos viajantes. São muitas as possibilidades de incrementar o roteiro, e diante desse cenário as chamadas learning trips (viagens de aprendizado) ganham cada vez mais espaço.

“De dois anos para cá, as empresas começaram a se dar conta de que é preciso incorporar conteúdo nas viagens de incentivo, para que contribuam com o crescimento pessoal e profissional de seus funcionários”, destaca o CEO da Terramundi Incentivos, Rodrigo Fragoso.

E os conteúdos oferecidos variam. Além de levar palestrantes daqui ou buscar alguém do país visitado para fazer um dia de treinamento dentro do hotel, outra opção é visitar universidades e fazer visitas técnicas a empresas que são semelhantes aos negócios dos viajantes aqui no Brasil.

Em uma dessas viagens, a Terramundi Incentivos levou 40 donos das maiores distribuidoras do Vale do Silício para uma visita técnica a empresas de lá – entre elas a Tesla. “Há também visitas ao Google, Linkedin, Yahoo e outras, que incluem cursos, palestras e workshops. É um incentivo para os funcionários verem quais tecnologias e inovações estão sendo utilizadas e se inspirarem para implantar em suas empresas quando voltarem”, conta Fragoso.

Viagens para vinícolas em Mendoza, Santiago e África do Sul com aulas de harmonização também são realizadas pela empesa. “Também já convidamos um vencedor do Master Chef como surpresa em uma aula de cooking class na Itália” conta o CEO da Terramundi.

ROTEIROS INUSITADOS
As surpresas e experiências fora do comum são, inclusive, outra forma de tornar as viagens de incentivo mais interessantes.

“Procuramos sempre surpreender com experiências que fujam do comum, muito mais do que com destinos inusitados. Para alguns clientes, uma apresentação surpresa de canto gregoriano em um monastério milenar é tão ou mais impactante do que uma viagem para a Islândia, destino que, aliás, estamos operando nesse momento”, conta o diretor da Case Imagine, Fábio Brunoro.

Tal experiência foi oferecida pela empresa durante uma visita ao Vaticano feita por um grupo viajantes do Santander. “Além da visita exclusiva, eles foram surpreendidos pela apresentação de canto gregoriano, o que foi além o esperado. São essas experiências que marcam”, conta Brunoro.

Em outra viagem de incentivo feita pela empresa, funcionários da Unilever puderam entrar em contato com o presidente de Portugal durante uma palestra em Nova York. “Para eles foi muito enriquecedor. É preciso transformar o ordinário em extraordinário. Não dá mais para vender viagem de incentivo como commodity”, destaca o diretor da Case Imagine.

Fragoso concorda. “A grande sacada da viagem de incentivo é oferecer aquilo que, por mais que o premiado tenha dinheiro, não consegue acessar. Há clientes que têm grande poder aquisitivo, mas não possuem tempo ou conhecimento para planejarem uma viagem diferente. Na hora de escolherem um roteiro, nunca pensariam em destinos como a Croácia ou a Jordânia, por exemplo”, conta.

Ambos os países já foram utilizados pela Terramundi Incentivos nesse tipo de viagem. “Na Jordânia, os viajantes puderam assistir ao pôr do sol no deserto Wadi Run e terminaram a viagem em um spa no Mar Morto, além de fazerem um bate-volta para Jerusalém. Já a Croácia foi palco de uma viagem de um cliente que era fã de Game of Thrones. Os participantes visitaram castelos e a cidade de Dubrovnik, onde se passou a série. Depois, dirigiram carros antigos até uma vinícola, onde pararam para almoçar”, conta Fragoso.

Tanto ele como Brunoro acreditam que, antes de organizar uma viagem de incentivo para o cliente, é preciso entender o perfil dos funcionários que foram contemplados com a viagem, saber se eles entendem o idioma local e se conseguirão aproveitar as experiências oferecidas de forma integral.

“A adequação com o perfil do cliente e do grupo que efetivamente vai viajar é que dita o quão diferentes ou ousados podemos ser. Uma viagem de relacionamento é diferente de uma viagem que também oferece conteúdo, por exemplo”, conclui Brunoro.

Fonte: Karina Cedeño – PANROTAS

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