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Por que os modelos disruptivos geram incerteza no corporativo

A Carlson Wagonlit Travel (CWT) realizou na semana passada o Client Experience na capital paulista. Além da apresentação de novas ferramentas da empresa, o evento visa levantar e debater temas que são intrínsecos ao ambiente corporativo para fornecedores e clientes.

“A ideia é darmos espaço para que os nossos fornecedores, clientes e colaboradores melhor entender quais são as perspectivas que permeiam o segmento”, pontua o Diretor de Gestão de Fornecedores, Nelson Oliveira. Com a presença de aproximadamente 180 participantes, o evento contou com o painel Tendências no segmento de Turismo e Evolução dos modelos de trabalho.

A partir da votação dos participantes, o primeiro tema debatido foi o impacto de plataformas colaborativas como Airbnb e Uber no mercado corporativo.

“A Uber trouxe uma evolução muito grande no Brasil, seja como empresa e mesmo logística e prestação de serviços. Não temos para onde fugir e devemos pensar em como essas novas empresas farão parte do nosso dia dia e não vai parar por aí – trarão ainda mais novidades ao mercado corporativo”, revelou o diretor da CWT no Brasil, Fernando Michellini.

Contudo, apesar de a mobilidade ser bem recebida, a hospedagem ainda gera incertezas. “O Airbnb ainda esbarra na questão da segurança do viajante. Para a gestão corporativa ainda falta um ponto para ser alcançado – que são as garantias de conforto, alimentação e segurança. O lado positivo dessa plataforma é que ela faz o mercado se movimentar, e obriga a hotelaria a repensar em como se posicionar”, destaca a gerente regional da Johnson & Johnson, Gisele Landim.

Entre os desafios mais tangentes das TMCs, o destaque ficou para a necessidade de as agências melhor se posicionarem como consultoras. “O nosso desafio principal é fazer com que as TMCs faça parte do dia a dia dos clientes e mostrar cada vez mais a necessidade de uma consultoria. Mostrar que temos muito mais a oferecer além das vendas”, afirmou Michellini.

Outro apontamento são os avanços tecnológicos e a necessidade de autonomia dos viajantes. “O viajante quer cada vez mais ter autonomia para seguir o melhor caminho e tomar as melhores decisões. Sem tecnologia isso não é possível”, ressalta o gerente do Canal de Vendas Corporativas da Latam, Daniel Almeida.

Fonte: Janize Colaço – PANROTAS

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