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Segurança em hospedagem é desafio para programas de viagens

O panorama das viagens corporativas cresce a cada ano, mas enfrenta problemas com segurança, principalmente no alojamento. De acordo com o novo guia da Association of Corporate Travel Executives (Acte) muitos programas de viagens de empresas não estão preparados para enfrentar esse desafio.

Segundo informações do instituto Ipsos Mori, apenas 19% das organizações implementaram verificações de segurança para as suas acomodações em 2017. “A segurança do hotel é um componente muitas vezes negligenciado no Duty of Care”, critica o diretor executivo da Acte Global, Greeley Koch.

“Simplesmente não é suficiente criar políticas de segurança baseadas apenas em avaliações de viagens aéreas e ameaças em localização. Mesmo alguns lugares que consideramos ‘seguros’ sofreram graves ataques terroristas contra hotéis. Os gerentes de viagens devem entender a importância de garantir que seus viajantes estejam seguros em todas as paradas do seu itinerário, do aeroporto ao centro de convenções e ao hotel”, completou.

O diretor de Segurança da International SOS and Control Risks, James Wood, acrescenta que “as organizações estão enviando cada vez mais viajantes para locais de maior risco, mas as considerações de segurança e proteção não estão acompanhando as prioridades comerciais”.

Ainda para Wood, empresas de todos os setores estão crescendo em meio aos destinos de risco extremo, mas a maioria não tem implementado verificações de segurança.

No geral, o guia considera que a falha na implementação das verificações de segurança do hotel, além de afetar o bem-estar dos viajantes, também pode gerar custos. O litígio e os danos podem ter um impacto significativo nos resultados financeiros das empresas, independentemente de um caso ser ou não julgado a favor do empregador.

Por outro lado, a implementação das verificações de segurança do hotel envolve a coleta e análise de informações que permitem que as empresas tomem decisões mais inteligentes, tanto antes quanto durante uma viagem.

Fonte: Marcos Martins – PANROTAS

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