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Sete entre 10 mulheres se sentem em perigo em viagens a negócios

Quase sete em cada dez (69%) dos buyers nos Estados Unidos acreditam que as mulheres, no geral, enfrentam maiores riscos quando viajam a negócios, segundo pesquisa divulgada nesta semana pela Global Business Travel Association (GBTA).

O estudo, realizado em parceria com a WW Stay e que questionou 183 gestores de viagens, apontou ainda que 61% deles consideram essencial considerar a segurança feminina ao implementar programas de gerenciamento de risco nas empresas

“Embora esta pesquisa tenha revelado que os compradores de viagens estão preocupados com a segurança das mulheres que viajam a negócios, apenas 18% das políticas de viagens abordam especificamente a segurança feminina”, declarou o presidente da GBTA, Christle Johnson. “Como uma indústria, precisamos fazer mais para garantir a segurança de nossas guerreiras, especialmente porque as mulheres compõem uma quantidade cada vez maior de nossa população de viajantes de negócios.”

Os números da GBTA embasam a fala do executivo: 53% dos programas de viagens hoje contam com mais mulheres do que entre três e cinco anos atrás.

A maior preocupação entre os gestores é quanto ao destino: 82% deles apontaram que a segurança nos países ou cidades em que a viajante estará é um motivo de atenção. Já os tipos de riscos que mais causam apreensão são assédio sexual (75%) e assaltos e sequestros (73%).

HOSPEDAGEM, ASSISTÊNCIA E TRANSPORTE
Quando se compara os segmentos da viagem, hospedagem é uma das maiores preocupações. A maioria dos buyers (63%) acreditam, por exemplo, que a localização do hotel é uma preocupação quando as mulheres viajam a negócios, e 54% dizem que o tipo de hospedagem também deve ser inspecionado para garantir a segurança delas.

Apesar disso, menos da metade (44%) diz que suas empresas recomendam quartos considerados adequados para as mulheres – o que, na metodologia da pesquisa, tratava-se de apartamentos com fechaduras duplas, no terceiro andar ou acima e em empreendimentos com segurança 24 horas por dia.

Dois pontos negativos foram notados também quando se fala de assistência ou transporte: um em cada cinco (18%) dos buyers diz que sua empresa não oferece uma linha direta de assistência, recurso considerado fundamental pela GBTA para viajantes do sexo feminino, enquanto três em cada cinco (61%) programas de viagens “raramente” ou “nunca” fornecem transporte com motorista para viajantes do sexo feminino.

Fonte: Leonardo Ramos – PANROTAS

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