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Startup ajuda aéreas a gerenciarem voos com overbooking

Um problema antigo agora ganha novo olhar por meio da tecnologia: uma startup promete ajudar as companhias aéreas a gerenciarem voos com overbooking. E mais: gerando dinheiro a elas, enquanto melhoram a satisfação do cliente.

Trata-se da Volantio, empresa que ajudou a United Airlines a gerenciar seus overbookings depois que um passageiro foi retirado à força da aeronave, no ano passado.

A plataforma funciona da seguinte forma: as companhias aéreas enviam a seus passageiros e-mails perguntando se eles têm a possibilidade de flexibilizar suas viagens (mudando o dia ou horário de embarque, por exemplo), e avisa que eles serão recompensados caso se disponham a abdicar de suas preferências.

Assim que for identificada a possibilidade de overbooking, as companhias aéreas enviam solicitações de troca de voo a esses passageiros que se disponibilizaram anteriormente, e caso eles aceitem a troca, receberão ofertas e outros benefícios. Dessa forma, tanto a companhia como o passageiro são beneficiados sem dores de cabeça ou prejuízo para ambas as partes.

Mas as aplicações da Volantio são diversas. “Com a startup, vemos oportunidades reais para apoiar nossos clientes enquanto ajudamos o Jetblue a gerenciar operações irregulares da melhor maneira”, conta o presidente do braço de capital de risco da Jetblue, Bonny Simi. A aérea tem uma política rígida contra o overbooking, mas aproveita a tecnologia para mitigar as outras crises, como os cancelamentos repentinos de voos ou devido ao clima.

Até agora, os serviços da Volantio são utilizados pelas aéreas Qantas, Iberia, Volaris e Alaska Airlines. E outras adicionarão a nova tecnologia em breve: “Esperamos ter nove de doze companhias aéreas usando nossa plataforma até o final do ano, e estamos no caminho para atingir esse objetivo”, afirma o CEO da startup, Azim Barodawala, referindo-se ao forte interesse das principais companhias aéreas dos Estados Unidos na plataforma.

Com base no fato de que a maioria das companhias aéreas operam com cerca de 85% de capacidade, Barodawala estima que as 150 principais aéreas podem gerar US$ 8 bilhões em receita adicional usando o Volantio para mudar as reservas e preencher mais assentos. Seu cálculo é baseado na receita acumulada que estas 150 companhias aéreas produzem anualmente (cerca de US$ 53 bilhões) e os 15% de capacidade que estão deixando em aberto.

No mês passado, a startup – que tem oito meses de existência – encerrou uma rodada de financiamento de US$ 2,6 milhões. A soma monetária impressiona menos do que o nome das empresas que contribuem para ela: International Airlines Group (IAG), Jetblue Technology Ventures (JTV) e Qantas Ventures.

Agora, o objetivo de Barodawala é maximizar seu apelo aos consumidores, investindo em inteligência artificial e outras tecnologias que entendam o perfil dos clientes. “Um passageiro é diferente do outro e tem prioridades específicas. A companhia aérea pode oferecer um voucher de US$ 100, mas ele pode não significar nada para alguns passageiros, que preferem outros benefícios”, explica ele.

A solução oferecida pela Volantio seria, então, reunir dados não identificáveis sobre os comportamentos de compra para saber que tipo de consumidor está mais disposto a aceitar as ofertas.

Fonte: Karina Cedeño – PANROTAS

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