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Tecnologia e luxo: Aeroportos do futuro começam a surgir

 

Não importa o quão avançado um aeroporto for, o caminho entre a porta principal e o avião é praticamente o mesmo em qualquer lugar do mundo. A diferença é como você irá atravessar essa trajetória. Se antes era imprescindível passar por um atendente para fazer seu check-in e pegar seu cartão de embarque, hoje os aplicativos e totens das companhias aéreas já tornam esse serviço dispensável, facilitando a vida do passageiro. Os próximos 20 anos, no entanto, devem apresentar cada vez mais inovações para agilizar a passagem do viajante pelo aeroporto.

Se é do conceito de “aeroporto do futuro” que estamos falando, nada mais justo que começar por qual é atualmente considerado como melhor do mundo, o Aeroporto Changi, de Cingapura. Desde a arquitetura do espaço, as operações eficientes e as amenidades luxuosas, tudo salta aos olhos dos visitantes no aeroporto, que não quer perder o posto de ‘queridinho’ no mundo. As reformas do projeto Jewel, que inclui um jardim no estilo floresta, uma cachoeira indoor e um hotel, começaram em 2014 e estão previstas para terminar apenas em 2019, mas também devem fazer com que o aeroporto se torne um ponto turístico no destino.

A arquitetura é o que chama mais a atenção nos principais projetos ao redor do mundo, mas a tecnologia que facilita a rotina do viajante com certeza é o mais importante. Isso, porém, pode ser trabalhado em conjunto. O futuro nos reserva uma maneira de o aeroporto conhecer a todos que circulam dentro dele, não precisando mais de tantas paredes e caminhos diferentes, uma vez que sensores podem dar conta de separar quem vai para onde, segundo informações de um estudo da Corgan Arquitetura e Design.
Outro aeroporto que ganhará cara nova é La Guardia, em Nova York. Após a autorização do órgão que regula as ações portuárias da cidade, a Delta confirmou que investirá US$ 4 bilhões na construção de um terminal com tecnologia e conforto de ponta para abrigar toda a sua frota em terras estadunidenses.
BIOMETRIA
“Não é um lugar para estar, é um lugar para passar”, afirma o diretor para Aviação da Corgan, Jonathan Massey. Para ele, é necessário que os aeroportos compreendam que aquele é apenas um caminho entre o viajante e o destino, e busquem eficiência para que a experiência do cliente seja o mais agradável possível. E por falar em eficiência, Delta e Jetblue começaram a testar serviços de biometria para agilizar os processos.
A Jetblue começou a testar reconhecimento facial combinado com a foto do passaporte e do visto para autorizar o passageiro a embarcar no aeroporto de Boston. Já a Delta, além de tentar a mesma tecnologia, busca otimizar o sistema de despacho de bagagem e cartão de embarque por meio de impressões digitais e um aplicativo móvel.
“Estamos caminhando rápido a um dia em que as impressões digitais, íris e face serão o único documento necessário para fazer qualquer transação, incluindo uma viagem”, conta o COO da Delta, Gil West.

Fonte: Raphael Silva – Panrotas

 

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