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Turismo de saúde no País tem potencial, mas precisa ser explorado

O Turismo de saúde no Brasil é pouco abordado, porém, consultórios, clínicas e hospitais brasileiros vêm constatando o aumento do número de estrangeiros que vêm ao País para realizar procedimentos médicos e odontológicos. Há 20 anos eram os brasileiros que iam ao Exterior em busca de tratamentos médicos e hoje o fluxo se inverteu.

Esse tipo de Turismo atrai um público significativo e movimenta uma cadeia produtiva muito grande, sendo economicamente interessante tanto para os destinos como também para todas as empresas envolvidas nesse segmento. “Esse turista estrangeiro costuma permanecer por mais tempo no País, em média 22 dias, e é também o que gasta mais, aproximadamente US$ 120 por dia”, afirma a presidente da Associação Brasileira de Turismo de Saúde (Abratus), Julia Lima.

No Brasil, São Paulo é o destino que mais se destaca por ser um dos maiores centros de saúde do mundo. Segundo o Ministério do Turismo, o número de pessoas que procuram a capital paulista a fim de realizar algum tratamento de saúde ou de estética mais que dobrou nos últimos anos.

“Referência em várias áreas médicas, desde os tratamentos cardíacos até as cirurgias plásticas, a cidade possui mais de 100 hospitais, entre públicos e privados, além de inúmeras clínicas com diferentes especialidades, centenas de laboratórios e spas sofisticados”, detalha Julia.

Segundo Julia, mesmo com profissionais renomados e estrutura hospitalar excelente, entre outras reconhecidas instituições de ensino de medicina, São Paulo ainda pode atrair mais turistas. “Por isso a Abratus está se reestruturando com o objetivo de vender melhor esse segmento de Turismo, com foco em atrair ainda mais recursos e alavancar o Brasil mundialmente como destino de saúde.”

A associação pretende certificar e preparar desde a hotelaria até os serviços paralelos que atendem às necessidades de estrutura, locomoção, alimentação, entretenimento, entre outros. Já há hotéis preparados com acesso a quartos com rampa, alguns com espaços apropriados para cadeirantes e pessoas com mobilidade restrita, porém ainda há muito para aperfeiçoar. Outra tarefa que está sendo desenvolvida é o trabalho de divulgação dos destinos brasileiros em feiras, eventos e congressos no exterior com foco em mais reconhecimento internacional, em toda a cadeia de reabilitação.

“O nosso País precisa acordar para esse potencial econômico que injetará na economia mais recursos, dando a possibilidade de crescimento para as empresas existentes, surgimentos de novos empreendimentos e ainda mais empregos. Para se ter uma ideia, a Visa estima que 14 milhões de turistas viajam a cada ano para cuidados médicos. A consultoria Delloite sugere crescimento anual em torno de 20%. Nós estamos trabalhando para garantir uma fatia de 10% deste mercado para o Brasil”, finaliza Julia.

Fonte: Beatrice Teizen – PANROTAS

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