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Veja como os gestores estão lidando com a alta do dólar

O valor do dólar não está para brincadeira com os brasileiros, e os gestores de viagens devem se preparar para que os gastos não saiam do controle.

Por mais que eles tenham estratégias diferentes alinhadas com as políticas de viagens de suas empresas, são unânimes em concordar com um ponto: a antecedência de compra pode ser uma aliada na hora de economizar e controlar os gastos.

“Como gestores de viagens, considerando a necessidade de deslocamentos frequentes dos profissionais, devemos ficar atentos a essa volatilidade muito grande no câmbio e redobrar o cuidado com relação ao custo da viagem. A recomendação é que se planejem as viagens com a maior antecedência possível, efetuando uma boa pesquisa de preços e evitando períodos de grandes eventos nos destinos”, sugere a gestora de viagens da KPMG, Sheila Câmara.

Ela também destaca a necessidade do acompanhamento efetivo dos gastos, considerando o tíquete médio e o custo por milha do volume emitido. “Por meio dos indicadores podemos estabelecer, com mais assertividade, critérios para uma compra com possibilidade maior de redução de custos”, destaca Sheila.

Prevenir os viajantes é outro meio de evitar gastos além do previsto. “Sabemos que a alta do dólar faz parte das dinâmicas do mercado e que alguns eventos, como as eleições, podem causar grandes variações na moeda. Dessa forma, é preciso levar em conta essas ocorrências com antecedência e planejar o calendário de eventos com base nelas, comunicando os viajantes”, comenta o gestor de viagens da IBM para a América Latina, Marcel Frigeira.

Esses alertas podem ser feitos por meio de canais internos e comunicados. “Na IBM, por exemplo, temos uma comunidade que funciona como um Facebook e por meio dela são divulgados comunicados, mas há muitas outras possibilidades, como TV interna, jornal semanal da empresa, entre outras”, afirma Frigeira.

Ele comenta que a alta do dólar pode influenciar a mudança da viagem corporativa para outros destinos que não utilizem a moeda, como países na América do Sul ou localidades no Brasil, conforme o caso.

Sheila lembra que o dólar influencia alguns componentes nos preços das passagens aéreas, entre eles despesas com combustível, arrendamento e seguro das aeronaves, bem como a manutenção dos aviões, já que muitas peças são importadas.

“Por mais que sejam trechos nacionais ou destinos do mundo que não utilizem dólar como moeda, esse aumento de custos tem relação direta com o valor da passagem”, comenta a gestora de viagens da KPMG.

A alternativa, então, seria evitar a compra de última hora no momento do pico da variação da moeda. “Quando o dólar começa a subir, mais pessoas correm para comprá-lo, o que faz o preço se elevar ainda mais. É preciso entender qual é o cenário no qual a data da viagem está inserida e antecipar a decisão de compra”, ressalta Frigeira.

Na conjuntura atual do Brasil, a hora propícia para essa compra é agora. “Neste momento temos visto que a variação da moeda tem sido para baixo, passamos o pico da alta e, sendo assim, acredito que seja a melhor hora para ir ao mercado”, sugere o gestor de viagens da IBM para a América Latina.

FONTE: Panrotas.com.br

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