Ilhas Gili – Pedro Marques

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Nossos dias nas Ilhas Gili foram incríveis: comendo comida gostosa e barata e relaxando na praia enquanto tomávamos uma cerveja ou fazíamos snorkeling… Mas a viagem precisa seguir! Após confirmarem que não daria para subir o Monte Rinjani até sua cratera (algumas agências até vendiam o trekking de 2 dias, subindo só até a metade) porque o vulcão estava em erupção, decidimos partir para o plano b: pegar um barco durante 4 dias e ir até a ilha de Komodo, à procura dos Dragões de Komodo.

O BARCO

Gosta da ideia de passar 4 dias e 3 noites em um barco cruzando o mar de Flores, fazendo snorkeling, conhecendo praias isoladas de água azul­turquesa e areia branca, parando em terra firme para subir montes e disfrutar de vistas espetaculares e, entre isso, tomar algumas cervejinhas no deck enquanto pega um solzinho e joga conversa fora? Pois também saiba que existe um outro lado: os barcos que fazem esse tipo de passeio são bem roots. Serão 4 dias praticamente comendo noodles com frango e tofu ou arroz frito com frango e tofu ou vegetais com frango e tofu, 4 dias sem água doce para tomar um banho decente e, a menos que pague mais para ficar na cabine privativa, terá que dormir no teto do barco com mais outras 20 pessoas em colchonetes de 1 polegada de altura e sob uma lona que, aos primeiros raios da manhã, já se converte em uma sauna natural. Isso sem contar que a segurança do barco é bem questionável (não me pergunte o que aconteceria se o barco naufragasse, porque, pelos meus cálculos, não tinha bote, nem colete salva­vidas pra todos). Pois é, amigos, de flores só o mar que atravessamos.

 

O ITINERÁRIO

gili-mapas

O barco sai do porto de Bangsal (o mesmo que nos levou às Ilhas Gili), mas como compramos nossos tickets na Gili T, o transfer Gili T – Bangsal estava incluído no pacote. Após zarpar do porto, o primeiro dia foi praticamente só navegando, com uma breve parada para um banho de mar no meio do nada e sem muita coisa para ver. Madrugamos no dia seguinte (acordar às 6h, pra mim, é madrugar) e o barco já estava ancorado na Moyo Island, uma ilhota que tem umas montanhinhas onde rola um leve trekking (30­40 minutos subindo) para umas vistas panorâmicas que rendem umas fotos legais. Nessa ilha também visitamos o que deveriam ser umas cachoeiras, mas foi uma decepção só. Não sei se estávamos na temporada errada, mas descia um fiozinho de água entre as pedras, que se acumulava em poças cheias de lama e folhas. Depois disso, fomos para Satona Island, que tem um vulcão inativo no centro e, dentro dele, um lago bem grandinho onde a gente conseguiu se refrescar do forte calor. Durante o resto do dia, rolaram algumas paradas para snorkeling, mas nada de especial.

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O terceiro dia foi o mais legal: fomos para o Manta Point, uma região do mar de Flores que é o lar de arraias gigantes. Um dos rapazes da tripulação ficava no deck buscando por elas. Quando as avistava, gritava e todo mundo se jogava na água tentando segui­las, mas meio sem sucesso, pois elas são rápidas. Era divertido e meio ridículo ao mesmo tempo, rss. No fim, conseguimos vê­las 2 vezes, mas não conseguimos capturá­las com nossas lentes… =/ Nesse dia, também visitamos a Pink Beach – como o nome sugere, uma praia supostamente rosa –, que nas fotos não convence muito. Mas, chegando lá, foi uma agradabilíssima surpresa. Pra mim, uma das praias mais bonitas em que já estive. Embora se note pouco nas fotos, ela é realmente meio rosada devido a partículas vermelhas na areia (corais?). Fora isso, a água é cristalina e, a poucos metros mar adentro, tem o melhor ponto de snorkeling que vi na Indonésia. Se houvesse um tour de 1 dia só para essa praia, já valeria a pena.

pink-beach

No quarto e último dia, finalmente chegamos em Komodo. Particularmente, não estava tão curioso assim em ver os Dragões de Komodo, mas como só se encontra esse animal por essas bandas, não podia deixar passar. A ilha de Komodo possui uma estrutura turística melhor que a média da Indonésia e está apta a receber turistas de todos os perfis. Paga­se uma taxa para entrar na ilha – que estava incluída no preço do tour completo –, e mais outra suposta taxa de 50.000 IDR* (aprox. US$ 4) cobrada ainda no barco, antes de chegar (não souberam explicar bem o que era e preferimos acreditar que se tratava de uma taxa sobre a qual já havíamos lido anteriormente, para entrar com câmera fotográfica). Fizemos recorrido rápido com os guias locais e vimos vários lagartos. Aqui, porém, outro probleminha: o guia de Komodo disse que iria fazer o trajeto médio, de aproximadamente 1h, mas acabou fazendo o curto, de aproximadamente 30 min; quando questionamos, ele desconversou e desapareceu. Como já havíamos vistos vários lagartos, não reclamamos muito mais. Depois disso, fomos para a Rinca Island para ver mais lagartos. Achei os guias de Rinca mais simpáticos e sem muito ar de malandragem. Ancoramos em Labuan Bajo, nosso destino final, no fim da tarde. Cansados, mas com um sorrisão no rosto. Na câmera, muitas fotos legais, e ao nosso lado algumas breves­e­intensas amizades feitas depois 4 dias de convivência. Procuramos um hostel para dormir e poder descansar.

komodo

 

O PREÇO

Esse tipo de passeio se pode comprar em praticamente toda Bali e Lombok (não sei como é em nas outras ilhas, mas imagino que nas maiores, como Java ou Sumatra, também dê para encontrar facilmente). Varias agências vendem os tickets, mas só vimos duas empresas que fazem o passeio: Wanua Adventures e Komodo Adventures and Beyond. Toda essa brincadeira nos custaria 1.700.000 IDR*, mas, depois de negociar o preço, fechamos com a Komodo Adventures and Beyond por 1.500.000 IDR* cada um (aproximadamente US$ 110,00), para dormir no teto do barco. Se for para as cabines privadas (que, a meu ver, não valem a pena porque ficam ao lado do barulheto motor e não possuem janelas) o preço vai pra 2.400.000 IDR* . Segundo eles, com exceção das bebidas, tudo estava incluído no valor: todas as taxas, 3 refeições por dia, colchonete, lençol, travesseiro, equipamento de snorkeling (meio velhos, se puder levem os seus) e transfer Gili ­ Lombok. Como já disse acima, teve essa taxa extra que nos cobraram antes de chegar em Komodo.

 

VALEU A PENA?

Pra gente, demais! Mas porque somos muito tranquilos com isso de privacidade e viajamos com uma zona de conforto baixa. Se você não se incomodar com as condições do barco e tudo que falei acima, vá sem medo porque é aventura na certa!

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Last modified: 6 de janeiro de 2016

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