Moda, criatividade e sustentabilidade

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Você já ouviu falar em slow fashion? Moda sustentável? Economia colaborativa e criativa? Esses novos conceitos estão permeando o trabalho de estilistas e designers pelo Brasil afora. Em todo lugar existem novas ideias cheias de bossa e criatividade, dando cor e forma a roupas, acessórios e artigos para casa. Vai viajar e quer conhecer um pouco mais sobre essas iniciativas? Se liga nas dicas que a Casablanca Turismo selecionou em vários lugares do país.

 

Belém

Da Tribu

Pegar acessórios de uma marca e depois poder devolver, pagando um preço abaixo do comercializado. Essa é a proposta da loja Da Tribu, em Belém do Pará. A marca produz acessórios como colares, pulseiras e bolsas de forma artesanal. Os produtos podem ser vendidos ou emprestados, por meio do projeto Ciranda. Os objetos podem ficar com o cliente por até 15 dias. As peças são feitas com produtos naturais e tem uma pegada moderna e diferente. Esta é uma de acessórios de moda contemporâneos que trazem um pouco da biodiversidade da floresta amazônica. Tudo feito artesanalmente. Tainah Fagundes, uma das donas da marca, revela que alguns produtos podem ser usados de diferentes maneiras. “Há tiaras e conjuntos de pulseiras que podem virar um colar, por exemplo. O cliente, ao escolher essas peças, pode acabar levando mais de um acessório para casa. Tudo depende de sua disposição e criatividade”.

 

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Fortaleza

Catarina Mina

A marca capitaneada pela designer Celina Hissa iniciou em 2005, focando no trabalho de artesãs cearenses. A ideia é valorizar o trabalho local, tornando-o atrativo economicamente e fazendo com que as novas gerações consigam ter orgulho da atividade. A Catarina Mina investe na matéria prima e no talento de crocheteiras e costureiras que dão forma a bolsas já conhecidas internacionalmente. As crocheteiras têm a segurança da renda mensal, mas trabalham em suas casas,  no seu tempo e no seu ritmo próprio. “Elas traçam o jeito de ser da Catarina Mina e participam efetivamente dos ganhos da empresa. E isso não é fazer discurso. É, simplesmente, o respeito à razão de ser da nossa marca”.

 

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Recife

Tout Joalheria Artesanal

Na raiz do conceito slow fashion, a Tout acredita em uma produção artesanal, lenta e em pequena escala, pensada para destacar os detalhes de cada peça. Todas as peças são desenhadas, produzidas e polidas à mão, uma por uma, no ateliê em Recife, Pernambuco. As principais inspirações da Tout são o traço geométrico e o minimalismo, com formas simples e delicadas. A marca conta com uma loja própria e pontos de venda em João Pessoa e Brasília.

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Vitalina

Outra marca pernambucana que busca valorizar suas origens e acultura do Estado. O casal Carol Dreyer e Rodrigo Cavalcanti  implementa cores e modelos exclusivos nas sandálias, sapatos e bolsas, produzidos por artesãos da região, incrementando a economia da região e estimulando o trabalho manual. “Temos o objetivo de estabelecer uma ponte entre os artesãos e o Brasil, e a loja entra em cena para facilitar esse intercâmbio”.

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Ilhéus – Bahia

Atitocou

A Atitocou foi criada em 2013 focada em trilhar novos caminhos da joalheria contemporânea. A marca acredita e aposta em um tipo de produção menos nociva ao meio ambiente, usando a casca do coco da palmeira de piaçava como principal matéria prima. Assim criam uma alternativa de renda a mais para os catadores de coco da região. As peças são feitas a mão, reduzindo ao máximo, os resíduos produzidos. A ideia da grife é imprimir uma identidade brasileira, mas com uma linguagem universal.

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Porto Alegre

ADA

Simplificar o ato de vestir e oferecer produtos de qualidade com preço justo. Essa é a proposta fundamental dessa marca gaúcha. Suas peças são veganas e minimalistas, priorizando matéria prima de fibras naturais e respeitando os direitos dos animais. Todos os resíduos produzidos pelas peças, são destinados à ONG Patas Dadas, que os transforma em capas e camas para cachorros e gatos.

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Florianópolis

Armário Orgânico

A ideia é dar uma alternativa para o público que preza pela qualidade aliada à conscientização do consumo e valorização da mão de obra nacional. As camisetas da marca são feitas de algodão orgânico e tecido PET, garantindo produtos de qualidade e processos de produção menos prejudiciais ao meio ambiente.

 

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Rio de Janeiro

Bossa Social

Versáteis e atemporais. Assim são as peças dessa marca carioca que preza pela matéria prima e pelos fornecedores brasileiros. Boa parte da coleção é feita por costureiras de comunidades carentes do Rio de Janeiro e de cooperativas. A cada peça vendida pela Bossa Social, uma camiseta de malha nova é doada a pessoas carentes no Brasil, por meio de uma parceria com o Exército de Salvação.

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São Paulo

Agama

Tecidos de resíduos e amostras da indústria têxtil e embalagens longa vida (tetra pak) são usadas como matéria prima para a produção de bolsas e acessórios com estilo moderno e descontraído. Em julho de 2015, a Agama teve o reconhecimento do trabalho sustentável pela ONG Ecolmeia e recebeu um certificado Selo Verde. Eles pretendem ser referência como empresa socioambiental, valorizando o processo artesanal e reutilizando a matéria prima.

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Coletivo de Dois

Os estilistas Hugo Mor e Daniel Barranco utilizam sobras de tecidos para elaborar peças autorais e cheias de personalidade. A proposta sustentável, baseada no slow fashion, fundamenta os valores da marca, que reaproveita os tecidos e até o papel craft usado nas modelagens das peças. Esses papeis viram sacolas para os produtos. As peças são pensadas individualmente, resultando em uma identidade única e exclusiva.

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Last modified: 8 de novembro de 2017

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