Cinco destinos para manter a tradição de carnaval.

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São cinco dias de folia e brincadeira. Fantasia, glitter, suor, axé, marchinha, frevo ou samba. O que importa é a alegria que o carnaval traz e deixa na vida das pessoas. Uma emoção que ajuda a segurar a barra de iniciar o ano cheio de energia. Curta conosco os cinco melhores lugares para cair na festa sem ver o tempo passar.

Salvador

Há muito tempo se diz que o baiano é um povo que tem Deus no coração e o diabo no quadril. Isso porque a folia de Salvador não dura apenas os dias de momo. Pelos menos dez dias antes, os acordes do axé, dos blocos e dos afoxés já cruzam a cidade anunciando a chegada da festa mais esperada do ano. E, para quem aprecia este estilo, há muitas opções. Os principais circuitos são o de Dodô, que faz o percurso da Barra a Ondina, o de Osmar que vai do Campo Grande a Avenida Sete e o de Batatinha que fica no centro histórico,. Outro destaque também é o Afródromo, espaço destinado aos blocos afros e afoxés.

 

Rio de Janeiro

O carnaval carioca é conhecido mundialmente e atrai milhões de turistas todos os anos. Uma festa que foi fundamentada pelos desfiles das agremiações carnavalescas de comunidades da periferia do Rio de Janeiro. Essa festa cresceu nas últimas décadas e, hoje, é considerado o maior carnaval do mundo, com os desfiles na Marquês de Sapucaí. Mas nem só de escolas de samba vive a cidade. Ao longo dos últimos anos, o carnaval de rua tomou corpo e hoje é representado por muitos blocos e cordões que fazem a festa em toda a cidade. Entre os principais estão o Suvaco do Cristo, Cordão do Bola Preta, Dois pra Lá Dois pra Cá, Simpatia é Quase Amor e a tradicional Banda de Ipanema.

Recife e Olinda

Quem acorda os foliões no sábado de Zé Pereira é o Galo da Madrugada, que figura no Guiness (livro dos recordes) como o maior bloco de rua do mundo, com mais de 2,5 milhões de brincantes. Mas essa é a penas uma das muitas atrações do carnaval pernambucano, uma festa que reúne arte e cultura com a diversão momina. Em Recife, o centro histórico e o Marco Zero se transformaram em uma grande passarela onde se celebram os carnavais do passado com blocos e bandinhas. Palcos espalhados pela região apresentam shows variados como as orquestras de frevo e as bandas de reggae e mangue beat. Em Olinda, as ladeiras históricas também dão passagem a blocos, cordões, bandinhas e charangas durante os cinco dias de festa.

Fortaleza

Há cerca de dez anos, passar o carnaval em Fortaleza significava ficar em paz e tranquilidade. Quem queria animação e muita brincadeira fugia da capital cearense com destinos a outros estados ou ao litoral do Estado. De uns anos pra cá, isso mudou e começou um processo de valorização do carnaval e da cultura popular. Hoje Fortaleza é apontada como uma das cidades com boas opções para quem quer aproveitar o carnaval com uma identidade própria. Espaços privilegiados da cidade se transformam em palcos para bandas, blocos e grupos carnavalescos dos mais diversos. Praça dos Leões, Benfica, Mercado dos Pinhões e a velha Praia de Iracema já se renderam ás fantasias e à forma toda peculiar do fortalezense se divertir. Em 2016, dois dos principais símbolos históricos da cidade, a Índia e Iracema e o Bode Ioiô, ficaram imortalizados num bloco de carnaval que deve ficar pra sempre na tradição carnavalesca local, o Iracema Bode Beat.

São Luis

Quem pensa que São Luís é a terra somente do reggae é porque não conhece os inúmeros batuques, brincadeiras e personagens que tomam conta das ruas no carnaval. A forte cultura popular maranhense é destacada pelos blocos, grupos de cultura afro e bandinhas com características muito peculiares. O desfile de escolas de samba também é uma prática bem tradicional com disputas fervorosas entre as agremiações, como a Turma de Mangueira, a Flor do Samba e a Turma do Quinto. A expectativa para este ano é receber mais de 250 mil pessoas de fora do Estado. A abertura do carnaval na Ilha do Amor vai ficar por conta dos grupos de Tambor de Crioula.

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Last modified: 18 de dezembro de 2017

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