O que não perder na Bienal de Veneza

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Considerada uma das maiores vitrines do mundo para talentos das artes visuais, cinema, música, teatro e arquitetura, a Biennale di Venezia foi fundada em 1895 e hoje é uma das organizações culturais mais famosas e prestigiadas. E neste ano, a sua 58ª edição está transformando a cidade com talentos de todas as partes do globo. Os amantes das artes não podem deixar de conhecer!

Nesta edição, o evento está nas mãos do curador Ralph Rugoff, nova iorquino e diretor da Hayward Gallery, em Londres. Intitulada May You Live In Interesting Times, a Bienal promete ser uma celebração da ambigüidade, ao paradoxo e aos truques. Esse título é uma conhecida expressão inglesa (que muitos pensam que é chinesa), que neste contexto serve como uma resposta ao momento em que vivemos, onde as notícias falsas têm efeitos reais.

O evento acontece apenas a cada dois anos, sempre na cidade de Veneza, e a 58ª edição da Bienal fica até 24 de Novembro. Então ainda dá tempo de conferir! E para você já ir sentindo um gostinho do que está sendo apresentado por lá, separamos o que não perder do evento. Veja a seguir.

Arsenal e Giardini

A Bienal é dividida em dois locais principais, o Arsenal (um antigo complexo de estaleiros que remonta ao século XII) e Giardini (um parque) a leste da cidade. Ambos abrigam algumas das 90 apresentações nacionais que estão sendo realizadas neste ano. 

No Arsenal, você encontrará apresentações de países como a Irlanda – esculturas de Eva Rothschild – e a Itália, claro. Uma das instalações mais impactantes desse pavilhão é a Building Bridges, do italiano Lorenzo Quinn. Nela há seis pares de mãos dadas que formam uma ponte escultural gigante sobre um canal. O intuito é ressaltar valores universalmente essenciais, como amizade, fé, esperança e amor. A ideia, segundo o artista, é representar a superação das diferenças e a busca por um mundo melhor e mais unido.

Visite o Giardini no dia com melhor clima – você passará mais tempo ao ar livre. Organize sua agenda a partir das exposições que deseja priorizar, e em seguida, deixe-se passear pelos outros pavilhões e exposições com mais fluidez.

O Giardini está repleto de pavilhões de exposições permanentes, mas é aqui você encontrará as instalação de filmes, incluindo um curta-metragem da delegação do Brasil, liderados pela dupla de Bárbara Wagner e Benjamin de Burca, chamado Swinguerra. 

Pavilhões africanos e galerias de Veneza

Aproveite também para explorar os pavilhões menos conhecidos. Neste ano, há o crescimento sem precedentes dos pavilhões africanos que representam as nações que frequentemente ficaram à margem do mundo da arte. Países como a Argélia, Gana, Costa do Marfim, Moçambique, Madagascar, África do Sul, Zimbábue e Seychelles estão apresentando seus artistas mais inovadores e surpreendentes – algo que o público está ansioso para ver.

Não perca as exposições espalhadas pela própria cidade. Diversas galerias, museus e fundações permanentes também estão lançando suas exibições especiais. Andando pela cidade, você sentirá o quanto este evento é extraordinário, embora um pouco exagerado, e – como a própria cidade – cheio de descobertas, enigmas e surpresas.

Essas exposições fora dos pavilhões centrais chegam a ser até mais concorridas, como é o caso da apresentação da ONG Venetian Heritage. Chamada Domus Grimani 1594 – 2019, a exposição mostra uma coleção de estátuas clássicas montada por Giovanni Grimani no século 16, instalada na Tribuna no Palazzo Grimani. Elas já foram exibidas por lá quase cinco séculos atrás, durante a vida de Grimani, e a rota entre o Palazzo até a Tribuna foi restaurada, ganhando alguns móveis originais, para evocar como teria sido o edifício na época de Grimani. É uma experiência única!

Dica de expert: a semana final

Há quem diga que a melhor época para visitar a Bienal é na semana final de novembro, que recebe tantos visitantes quanto na semana de abertura. Nessa época, Veneza é mais fria, os hotéis são mais baratos e o acesso a locais turísticos é mais fácil. Este ano, o fim de semana de encerramento da Bienal – de 22 a 24 de novembro – apresentará o capítulo final do programa oficial de performances, incluindo seis novos trabalhos performáticos, além de uma grande surpresa que está deixando todos curiosos!

 

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Last modified: 16 de agosto de 2019

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