Aloha State! O Hawaii que você precisa conhecer

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No final do ano passado eu decidi passar um mês em Kona, na Big Island. E vale dizer que a casa do Kilauea, a Big Hawaii, dificilmente está na rota de surfistas famosos nem na dos velejadores descolados, tão pouco tem aquele ar de cidade mais power como Honolulu e Waikiki, nem as ondas de Pipeline, nem o surf como esporte prioritário. Muito pelo contrário, a maior de todas as ilhas é um lugar super democrático e oferece points perfeitos para mergulhar, curtir um bom snorkel, praias paradisíacas para relaxar, pedalar, nadar, velejar, curtir e, “off course”, surfar.

Por Zarhi El Malek

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Kona, com seus aclives e declives, é a terra do Ironman, e é super natural ver alguém pedalando, nadando ou correndo por lá. Outro amor local, o hike (caminhadas conectadas a natureza) é sempre uma excelente opção já que estamos falando de uma ilha com vulcões ativos ou não, montanhas e natureza intensa a ser desbravada. Muitos vão te falar que Jurassic Park foi gravado lá, dentre outras coisinhas de sempre. Mas, de tudo, tudo, o mais importante a saber sobre a Big Island é que, em estando lá, você pode facilmente perceber que há vários lugares incríveis nessa ilha mágica e, digo mais, nem precisa ir longe para se sentir no paraíso.

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Eu me apaixonei

Cheguei lá a noite, depois de uma longa viagem de quase 30 horas (Fortal – Brasilia – Miami – Los Angeles – Uffaa!! KONA!!!) , cansada e louca para dormir. Eu havia me inscrito em um programa de voluntariado da YWAM’s, University of the Nations, cujo foco é equipar seus alunos para servir em todas as esferas da sociedade e em todas as nações. A YWAM é uma universidade cristã, com cursos que visam ensinar e desenvolver homens e mulheres espiritual, cultural, intelectual e profissionalmente. Estar lá é interagir com pessoas dos mais diversos países do mundo, é um convite a aprofundar seu relacionamento com Deus e com pessoas com muitas diferenças culturais, todas super dispostas a desbravar a Big Island com você!!

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Por isso, acabei não me hospedando em nenhum hotel, pois o meu pacote incluía a hospedagem em um condomínio pertinho da universidade, com 8 prédios, gente de todos os lugares, sala com instrumentos musicais, sala com material para ação e diversão( bikes, pranchas, skate, snorkel, bóias, cadeiras de praia, bola pra tudo e mais um bocado de coisas para garantir a diversão no quesito praia), uma estrutura confortável e super do lado do centrinho histórico, que também é point turístico com os restaurantes, hotéis, lojinhas, mercadinho e o meu pier do coração.

Pois, me apaixonei por Kona e meu namoro começou no pier. O ponto é um convite a nadar em águas claras e já devidamente demarcadas por bóias que são fixas. Afinal estamos falando do ponto de largada do Ironmman mais famoso do mundo. E se de um lado, o lugar é perfeito para nadar, do outro há uma prainha quase privê de um hotel lindinho, que recebe todo mundo super de boa em suas areias e área gramada. Essa praia era quase a extensão do nosso condomínio, todos os dias, sempre que se tinha um tempinho sobrando, era chegar lá e encontrar alguém da nossa turma seja na sol, seja no mar.

Ah, também no pier tem saídas constantes para passeios de barco, aluguel de jet sky, de caiaque e, do ladinho, uma escola de canoa havaiana. E a galera treinava forte por lá! Aos pescadores, noites das boas e pescaria garantida.

Cada pequeno lugar é imenso em beleza

Como há muita coisa a se fazer em Kona, era difícil ficar parado. Não importa o tamanho do seu bolso,  se você tem carro ou não, se tem amigos ou não, de um jeito ou de outro o Hawaii vai se apresentar a você com tanta intensidade que será impossível não amar aquele lugar. Para começar, todo pôr do sol é Deus te lembrando como a natureza é absoluta, linda, colorida, enebriante e perfeita, só isso mesmo 😉

Não há dia em que Ele não te surpreenda. Sou fã de fins de tarde, de me despedir do sol,  observá-lo até a sua partida e durante um mês, em todos os dias que fui me despedir dele ganhei um espetáculo sem igual. E isso é tão forte, que quando o sol começa a se posicionar para partir as pessoas começam a parar diante dele. É como um ritual, em que a beleza da partida anuncia a chegada das estrelas, aquele sol que vai ajustando sua cor até desaparecer, sai de cena para dar lugar a um céu cheio de estrelas! E como elas brilham! Mais ainda se você estiver no Observatório do Mauna Kea, que segundo os Hawaianos é a mais alta montanha do mundo( se você contar sua medida das profundezas do mar até o seu topo).

Os vulcões, um capítulo à parte

O Mauna Kea, para mim é a mais linda montanha que existe, talvez porque foi a mais alta em que subi até o topo e pude contemplar o céu acima das nuvens como eu nunca antes. Era uma dia lindo, de sol forte e perfeito para a praia. Só que, queríamos ir ao topo do Mauna Kea ver neve. Sim! Neve!! No caminho, na medida em que se vai subindo e subindo até ele, as nunves parecem uma extensão entre terra e céu, como se conectassem aos dois, nos dando um caminho certo para chegar no alto. E assim, para chegar ao topo passamos por elas, cruzamos as nuvens, e começa a esfriar, as vezes chove, a névoa pode ser mais intensa também. Mas, ao sair delas, um mundo diferente surge na janela do seu carro, estamos entre as nuvens e o céu, mas ainda pisando em terra firme!!! Como assim?

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No alto o frio é forte, de congelar a mão sem luvas! Seja no nascer ou no pôr do sol, suas fotos serão sensacionais mas  elas não vão conseguir registrar a delícia que é estar lá, porque é pisar em um lugar quieto, calmo, frio e escandalosamente tocante. Minha primeira impressão foi: mas é isso? Só isso? Até descer do carro e começar a andar e observar tudo que meus olhos absorviam encantados por tamanha força do céu, da montanha, do sol, da neve, da vida.

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Eu desci já era noite e parei no observatório. Quando olhei para cima havia uma manta de estrelas a contemplar. Constelações que nos convidam a ouvir suas histórias e a conhecê-las melhor. Não to exagerando não. Pare neste lugar, ouça o que vão lhe contar, olhe o que vão te mostrar e as estrelas nunca mais serão as mesmas para você.

Vulcões são parte do motivo de tanta beleza no Hawaii, e você vai querer conhecê-los. Até porque se não for até um deles, acredite, você já “meio” que está neles. As estradas cruzam enormes trechos de lavas antigas petrificadas, há parques, museus e foram eles que esculpiram em fogo os lugares que vão te hipnotizar. Mesmo assim, encare um visita ao Kilauea, ele é ativo e sua força e ação são absolutamente sem uma descrição capaz de explicar como é estar lá. Dá pra chegar de barco ou por trilha.

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Praias

Eu juro, não sei te dizer qual a mais linda. Cada uma é um convite a entender como o Hawaii é especial. Aqui vão as minhas prediletas:

Kua Bay com suas areias branquinhas e mar com águas bem claras e perfeito para nadar e relaxar. Um lugar em que o mar me convida a voltar, voltar e nadar, rir no mar, curtir o sol, jogar vôlei na praia e levar uma bóia pra ficar lá, jogada no mar!

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Eu cheguei em Ho’okena Beach, e  numa primeira olhada, não curti. Ai sentei, e comecei a observar uma hippies dançando e brincando com a areia, depois os bodyboards faziam do mar um lugar de pura ousadia, e ai, chegou o pôr do sol. E de repente, aquele lugar brilhou, cresceu e eu já nem queria mais sair dali. Imaginei um fogueira, um violão e o barulho do mar acompanhando a música, mas a praia literalmente fecha quando o sol sai de cena. Ah, rola um camping por lá para os mais “nature vibes”.

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Eu me senti meio que arrebatada pela beleza agressivamente pré histórica de Pololu Valley, e o dia mesmo cinza parecia deixar o lugar ainda mais tocante. Era como uma poderosa beleza entristecida pelo céu pesado e chuvoso. A trilha pra lá é uma descida por terra montanha abaixo, se chove fica lisa e precisa de atenção. E ai quando vamos chegando, é como se Pololu Valley fosse abrindo a porta e te dizendo: “seja bem vindo, sou uma praia única e você nunca mais me esquecerá. Olhe como o mar se achega, sente aqui comigo e apenas me sinta. Depois descubra minhas trilhas verdes e entenda que a minha beleza é maior do que se consegue ver apenas ao me olhar”.

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Outro lugar inesquecível é  Black Sand ou Panalu’u Beach, com suas areias negras e quase brilhantes, casa de tartarugas que se chegam e sabem que ali são bem recebidas e respeitadas, a praia é diferente de tudo. Ao entrar no mar acaba a areia e se pisa em pedras. A faixa de areia negra se posiciona entre o mar, que devido ao fundo pedregoso começa mais escuro e depois abre sua cor. E se de um lado há o mar, do outro há um lago, envolto em verde e que mais parece um quadro que a natureza pintou para deixar aquele lugar ainda mais exótico.

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E como não falar de Two Steps, ela é tão intensa que lá o mar canta alto.  Seu nome é fruto de sua geografia, na altura da areia há pedras com formações que na media que as ondas batem seus espaços vazios se enchem d’agua e formam pequenas piscinas de um lado e uma enorme do outro. Alguns poucos passos à frente e ela se torna profunda, como se as pedras onde pisamos formassem um paredão. A parte profunda é um convite a colocar um snorkel e nadar com peixes, golfinhos e tartarugas. Ou se quiser ir adiante, mergulhar com cilindro também é uma opção. A escolha é sua.

Magic Sands! Ela tem algo de Two Steps mas é completamente diferente 🙂 Dependendo do horário do dia, devido a maré ela pode ser várias em uma só. Quando o mar seca, ele recua e seu declive de pedras fica bem visivel, mas é com se o piso ali tivesse três bases, uma na areia, outra na primeira bancada de pedras e outra mais funda. Dependendo de onde o mar está, Magic tem um visual diferente e se curte de forma diferente também. E ela é linda de todas as formas, seu mar é azul clarinho, sua areia branca e suas formações são de te fazer querer voltar lá sempre.

Há muitas outras praias e lugares para se curtir na Big Island, mas vou fechar com  Capitain Cook. O nome dessa área é uma homenagem a um dos mais importantes e ousados navegadores da história, James Cook, explorador inglês que em 1778 descobriu o Hawaii, e é exatamente nesse lugar que está Kealakekua Bay. Um baia, onde as ondas quebram nas pedras negras e comuns da região. Essa é uma praia para estar no mar. Ao sair da terra você entra na primeira parte mais rasa, seguindo para uma baía mais profunda e intermediária entre terra e alto mar. Esse é o point!  Espere o dia amanhecer e observe, os golfinhos começam a surgir saltitantes e como quem diz, pode vir… vai ser lindo! Aí você entra no mar, e vai até lá, com todo o respeito e cuidado digno deles, porque vocês nadarão juntos. Mas, tenha certeza que você é bom nadador e observe os moradores locais, o mar é para quem o ama e sabe seus limites.

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Mas, beleza, nadar assuta? Nada quem um passeio de barco não resolva e te dê a mesma oportunidade de vivenciar esta e outras tantas experiências ao lado de profissionais confiáveis e preparados para te atender. Quer luxo? Também tem, escolha um resort maravilhoso em alguma praia maravilhosa e tá tudo certo também.

O que posso dizer mais?

Vá para o Hawaii! O mais rápido que você puder e por todo o tempo que a sua agenda te permitir!

E sabe o que vai acontecer?

Na hora da partida, vais olhar em volta e tudo que sairá será: Mahalo! Obrigada Hawaii, já estou com saudades!

Last modified: 16 de abril de 2017

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